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Anguera / Tiago do Vale Arquitectos

Anguera (Anguera, Bahia, Brasil) por Tiago do Vale Arquitectos. Esta es una obra llena de singularidades. Un proyecto que trata tanto sobre lo que se construye como sobre su comunicación. Situada en el corazón de Sertão, en el noreste de Brasil, Anguera es una pequeña ciudad de 10000 habitantes con una economía basada en el comercio, sirviendo como un punto comercial intermedio entre las granjas de los alrededores y la ciudad Feira de Santana.

Feira de Santana, a 100 km de Salvador, es la mayor ciudad del interior noreste, con más de 600000 habitantes, y un gran polo de actividades comerciales, industriales y educativas, con una importante influencia sobre todo el territorio noreste. El comercio es, desde los orígenes de la ciudad, el principal motor de su economía, siendo el más importante en la distribución de productos de toda la región.

Situada en la Plaza Arthur Vieira de Oliveira -el centro identificativo anguerense- este proyecto trata de la transformación de una estructura preexistente -con un uso mixto comercial y residencial- pretendiendo ahora clarificar y separar esos usos, calificando el desempeño de ambos programas.

Con un clima tropical semiárido era importante organizar una solución de baja inercia térmica y, al mismo tiempo, fuertemente ventilada.

Finalmente era también tema del proyecto materializarlo con materiales disponibles en el mercado local a bajo coste, y adecuarlo (no solo en su construcción sino también en su comunicación) a las características de la mano de obra local.

El resultado fue la separación de ambos programas por pisos, con el comercio ocupando toda la planta baja y la vivienda todo el primer piso.

Considerando las brisas dominantes del Norte y Noroeste fue diseñada una gran permeabilidad al viento por toda la construcción, encaminando el aire de forma que se permita una ventilación y enfriamiento pasivos, controlándose todo el sistema con la apertura o el cierre de una única puerta por piso.

Un patio interior funciona simultáneamente como chimenea térmica y como fuente de luz indirecta para ambos pisos. La luz natural es, en general, siempre filtrada por «cobogó», con la excepción del espacio social de la casa, que estabelece una relación visual directa e intensa con la praza.

Manteniendo los elementos estructurales preexistentes, los nuevos paños de albañilería se levantan en bloque de cemento y «cobogó» de cemento, disponibles localmente en abundancia, pintados de blanco, limitando el revoco a la regularización de paredes preexistentes.

Para garantizar la transparencia, permeabilidad y bajo coste se proponen varios paneles de red metálica soportados por perfiles tubulares en alternativa a grandes paños de vidrio.

Finalmente, los pavimentos son de cemento blanco liso.

En este cruce entre necesidades locales altamente específicas y una forma de pensar la arquitectura venida de otro continente se produjo una obra llena de estímulos inesperados, de riqueza pragmática y de simplicidad poética.

Manual
https://issuu.com/tiagodovale/docs/manual

Ficha técnica
Nombre: Anguera
Ubicación: Anguera, Bahia, Brasil
Arquitectura: Tiago do Vale Arquitectos
Equipo de Proyecto: Tiago do Vale, Camille Martin, Eva Amor, Karolina Zuba, Coraline Pothin, Riddhi Varma
Programa: Comercio y Vivienda
Cliente: Marilene Nery
Área de implantación: 92 m2
Área construída: 184 m2
Año de proyecto: 2017-2018

Contacto
https://www.tiagodovale.com

English version

Anguera
Poetic Simplicity.

This is a project filled with singularities.

A project that is as much about what is built as it is about its communication.

Located at the heart of Sertão, in northeast Brazil, Anguera is a small 10 000 inhabitants city with a trading based economy, serving as a commercial hub between the surrounding farms and the city of Feira de Santana.

Feira de Santana, 100 km away from Salvador, is the largest interior city of the northeast, with a population of over 600 000 people, and a major commercial, industrial and educational center with an important influence over the entire northeastern territory. Commerce is, since the city’s birth, the major impulse of its economy: Feira de Santana is the most important product distribution hub of the entire region.

Situated by the Arthur Vieira de Oliveira Plaza -Anguera’s identity center- this project responds to the transformation of an existing structure -already with a mixed commercial and residential use- that aims to clarify and separate those uses, qualifying the performance of both programs.

With a semi-arid tropical climate, it was important to provide a solution simultaneously strongly ventilated and with low thermal inertia.

Finally, it was also an important theme for the project to materialize it with local resources at a low cost and to tune it (both in its construction and in its communication) to the characteristics of the local manpower.

The result was the separation of both programs by floors, with the commerce taking the full ground floor and the residential program the entire top floor.

Considering the prevailing winds from north and northwest, a great permeability to the breeze was designed throughout the entire construction, controlling the moving air to achieve passive venting and cooling, fully regulating the system by opening or closing a single door per floor.

An interior patio functions both as a thermal chimney and as an indirect light source for both floors. Natural light is, in general, always filtered by cobogo panels, with the exception of the social space of the home, that established a direct and intense visual relationship with the Plaza.

Keeping the pre-existent structural elements, the new brickwork walls are raised with cement blocks and cement cogobo, both abundantly available at the local, painted in white. The use of plaster is limited to the regularization of the remaining pre-existent perimetrical walls.

To guarantee transparency, permeability and low cost several metallic mesh panels supported by tubular profiles are proposed as an alternative to the extensive use of glass.

Finally, the flooring is finished with white flattered cement.

In this crossing of highly specific local needs with a way of thinking architecture brought from a different continent, a project filled with unexpected stimuli was produced, of pragmatic richness and poetic simplicity.

Versão em português

Anguera
Simplicidade Poética.

Esta é uma obra plena de singularidades.

Um projecto que é tanto acerca do que é construído como é acerca da sua comunicação.

Localizada no coração do Sertão, no Nordeste do Brasil, Anguera é uma pequena cidade com 10 000 habitantes e uma economia assente no comércio, servindo de entreposto comercial entre as roças circundantes e Feira de Santana.

Feira de Santana, a 100 km de Salvador, é a maior cidade do interior nordestino, com mais de 600 000 habitantes, e um grande polo de actividades comerciais, industriais e educativas, com uma importante influência sobre todo o território nordestino. O comércio é, desde as origens da cidade, o principal motor da sua economia, sendo o mais importante nó de distribuição de produtos de toda a região.

Situado na Praça Arthur Vieira de Oliveira -o centro identitário anguerense- este projecto trata da transformação de uma estrutura pré-existente -já com um uso misto comercial e residencial- mas pretende agora clarificar e separar esses usos, qualificando o desempenho de ambos os programas.

Com um clima tropical semiárido era importante providenciar uma solução de baixa inércia térmica e, ao mesmo tempo, fortemente ventilada.

Finalmente era também tema do projecto materializá-lo com materiais disponíveis no mercado local a baixo custo, e adequá-lo (não só na sua construção mas também na sua comunicação) às características da mão-de-obra local.

O resultado foi a separação de ambos os programas por pisos, com o comércio ocupando todo o rés-do-chão e a habitação todo o primeiro piso.

Considerando as brisas dominantes de Norte e Noroeste foi desenhada uma grande permeabilidade ao vento por toda a construção, encaminhando o ar de forma a permitir-se uma ventilação e arrefecimento passivos, controlando-se todo o sistema com a abertura ou o fecho de uma única porta por piso.

Um pátio interior funciona simultaneamente como chaminé términa e como fonte de luz indirecta para ambos os pisos. A luz natural é, em geral, sempre filtrada por cobogó, com a excepção do espaço social da casa que estabelece uma relação visual directa e intensa com a praça.

Mantendo os elementos estruturais pré-existentes, os novos panos de alvenaria são levantados em bloco de cimento e cobogó de cimento, disponíveis em abundância no local, pintados de branco, limitando o reboco à regularização de paredes pré-existentes.

Para garantir transparência, permeabilidade e baixo custo são propostos vários painéis em rede metálica suportados por perfis tubulares em alternativa a grandes panos de vidro.

Finalmente, os pisos são em cimento branco afagado.

Neste cruzamento entre necessidades locais altamente específicas e uma maneira de pensar a arquitectura vinda de outro continente produziu-se uma obra cheia de estímulos inesperados, de riqueza pragmática e de simplicidade poética.

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